quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Limpeza no Espaço

Editoria: Apolo11.com
Quarta-feira, 26 out 2011 - 09h54 

Lixo espacial: projeto americano prevê reciclagem de satélites


Durante os meses de setembro e outubro, o Apolo11 noticiou duas reentradas de lixo espacial que chamaram a atenção, mais pelo tamanho das peças do que pelas consequências. Agora, a agência de projetos de defesa dos EUA apresentou finalmente um plano que tentará reciclar esse material antes que apresente risco ou seja destruído na atmosfera.



Batizado de Phoenix, o projeto permitirá a reciclagem do material que está atualmente em órbita e que segundo a DARPA (Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa, dos EUA) está avaliado em cerca de 300 bilhões de dólares.
O maior problema em fazer isso hoje em dia é que o custo para se interceptar um satélite em órbita é muito elevado, o que exigirá o desenvolvimento de novas tecnologias robóticas. No entender de David Barnhart, gerente do programa Phoenix, serão necessárias novas tecnologias de imagens remotas e criação de ferramentas automáticas especiais, capazes de prender, cortar e modificar sistemas complexos em pleno espaço.

“Os satélites que estão em órbita não foram projetados levando em consideração a reciclagem. Não é uma questão de apenas soltar um parafuso ou desconectar um painel. As juntas são moldadas ou soldadas, o que exige tecnologias que ainda não dispomos, mas que será o objetivo do Phoenix", explicou o pesquisador.


O objetivo inicial do Phoenix são os satélites geoestacionários, que orbitam a Terra a 36 mil quilômetros de altitude. Quando encerram sua vida útil, muitos desses equipamentos são colocados em uma órbita conhecida como "cemitério", onde podem permanecer por milhares de anos antes de reentrarem na atmosfera.
No entanto, muitas peças - especialmente as antenas - podem sobreviver por muito mais tempo que a vida útil do satélite e são essas peças que deverão ser inicialmente recicladas. Existem centenas de satélites nessas condições, esperando que um dia possam ceder material que será usado novamente.

Lixos e Reentradas
Dos 40 objetos que deverão reentrar na atmosfera nos próximos 60 dias, 13 são fragmentos restantes da colisão entre o satélite americano Iridium 33 e o russo Cosmos 2251, ocorrida em fevereiro de 2009 em pleno espaço. A maior parte do lixo é composta de restos de foguetes propulsores que foram usados para colocar objetos em órbita e que agora estão retornando à Terra.

Desde o início do ano, 273 satélites  ou  restos  espaciais já retornaram à Terra, o que dá  uma  média de  um objeto  por dia  rompendo  nossa  atmosfera. Desses, 15 eram satélites  e  66  consistiam  de  fragmentos  da  colisão  entre   os satélites Iridium 33 e Cosmos 2251. Por ano, cerca de 80 toneladas de material espacial retornam à Terra. 

A próxima  reentrada  que  deverá ocorrer é a do foguete chinês Longa Marcha CZ-3B R/B, prevista  para  acontecer  em  30  de  outubro. A queda  desse  artefato  pode ser acompanhada pelo aplicativo SATVIEW, que permite o rastreio de  inúmeros satélites no  espaço. Para seguir  este e satélite  e prever se  poderão ser vistos a partir de sua cidade, use o SATVIEW


Artes: No topo, concepção artística mostra a quantidade de objetos em órbita da Terra e que um dia deverão retornar ao planeta, Na sequência, vídeo da DARPA mostra como deverá ser o resgate de satélites proposto pelo projeto Phoenix. Créditos: ESA, Darpa, Apolo11.com
 
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